- O Brasil vê pagamentos transfronteiriços mais rápidos à medida que os bancos adotam ferramentas digitais e stablecoins respaldadas por USD.
- A stablecoin RLUSD ganha tração, enquanto os serviços de custódia e tesouraria se expandem para empresas latino-americanas.
- A expansão para o Brasil reflete uma estratégia mais ampla, destacando o crescimento focado em conformidade nas finanças digitais.
A Ripple está aprofundando sua presença no Brasil com uma aposta em finanças digitais na América Latina. A empresa planeja expandir seus serviços de pagamento, custódia e tesouraria para ajudar as instituições locais a gerenciar transações transfronteiriças de forma mais eficiente.
De acordo com o anúncio, a empresa está buscando uma licença de Provedor de Serviços de Ativos Virtuais (VASP) do banco central do Brasil. A medida segue as novas regulamentações de ativos digitais do país e ressalta o foco contínuo da empresa em operar dentro dos mercados financeiros regulados.
“A América Latina sempre foi um mercado prioritário para a Ripple — não apenas pela escala da oportunidade, mas porque o Brasil construiu um dos ecossistemas financeiros mais avançados e visionários do mundo”, disse Monica Long, presidente da Ripple.
Brasil Vê Crescimento em Ferramentas de Finanças Digitais
A Ripple Payments facilita mais de US$ 100 bilhões em pagamentos globais e apoia mais de 60 mercados ao redor do mundo. Isso permite pagamentos rápidos e transparentes em moedas fiduciárias e stablecoins.
No Brasil, bancos como Banco Genial, Braza Bank, Nomad e Azify estão utilizando a plataforma para desembolsos em USD no mesmo dia, câmbio e operações de tesouraria. A stablecoin RLUSD, respaldada por USD, está ganhando força entre bolsas e fintechs, com uma capitalização de mercado superior a US$ 1,5 bilhão.
Os serviços de custódia também estão vendo adoção mais ampla, oferecendo segurança de nível bancário, conformidade em tempo real, staking e integração com os principais provedores de HSM. Empresas como CRX e Justoken estão utilizando esses serviços para emitir e gerenciar ativos tokenizados, refletindo o crescente interesse institucional em toda a América Latina.
Ao mesmo tempo, novas ferramentas em corretagem prime, compensação, financiamento e gestão de liquidez estão dando aos CFOs a capacidade de otimizar capital ocioso e gerenciar transações transfronteiriças 24 horas por dia, reduzindo a complexidade operacional.
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Implicações para a Região
A RLUSD também está ganhando reconhecimento como uma stablecoin regulada, com apoio tanto do NYDFS quanto da OCC. Isso permite que as transações sejam realizadas de forma confiável, mantendo um alto nível de conformidade.
A expansão para o Brasil reflete uma estratégia mais ampla, semelhante às recentes iniciativas na Austrália, onde uma licença AFSL pendente poderia permitir que serviços de pagamento digital cheguem a instituições financeiras locais.
A Ripple também reportou uma avaliação de US$ 50 bilhões após comprar a participação de funcionários e acionistas, gerando tanto otimismo quanto escrutínio em toda a indústria cripto. Especialistas disseram que a avaliação de US$ 50 bilhões da empresa mostra uma forte capacidade operacional, embora a concorrência de outras stablecoins continue significativa.
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