- Os ativos de Bitcoin da China são cerca de 190.000, em sua maioria apreendidos por meio de atividades criminosas.
- Apesar da proibição das criptomoedas, a China mantém um estoque de Bitcoin quase igualando as reservas dos EUA
- Uma das fontes mais proeminentes foi a apreensão do esquema Ponzi PlusToken em 2019.
A China tem algumas das leis de criptomoedas mais rigorosas do mundo, proibindo o comércio público, o lançamento de novas moedas e a mineração. Ainda assim, seu estoque de Bitcoin gerenciado pelo governo cresceu silenciosamente tanto que chega a ser quase tão grande quanto os ativos dos Estados Unidos.
Especialistas estimam que os ativos de Bitcoin controlados pelo governo chinês são cerca de 190.000, a maioria apreendidos por atividades criminosas. Esse valor é muito próximo do estoque do governo dos EUA, estimado em pouco menos de 200.000 Bitcoin, com base em registros públicos.
O estoque chinês de Bitcoin vem principalmente de apreensões ligadas a sites de negociação ilegal, lavagem de dinheiro e golpes. Quando as autoridades apreendem esses ativos, muitos são consolidados sob controle estatal, em vez de serem vendidos em mercados abertos.
Uma das fontes mais proeminentes foi a apreensão do esquema Ponzi PlusToken em 2019, que envolveu sozinho quase 194.775 BTC. Grande parte desse carregamento multibilionário ainda está sob controle do governo.
O Paradoxo da Política
A posição da China mostra um claro duplo padrão em relação às criptomoedas. O governo tem uma proibição pública rigorosa, proibindo seus cidadãos de negociar, minerar ou usar exchanges de criptomoedas sem permissão. Autoridades afirmam que isso serve para prevenir riscos financeiros e fluxos ilegais de dinheiro, uma regra que é lei desde 2021.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});Ao mesmo tempo, órgãos governamentais mantiveram grandes quantidades de Bitcoin apreendidas de criminosos. Isso mostra que as autoridades veem o Bitcoin como um ativo financeiro valioso, mesmo que cidadãos e empresas privadas não possam usá-lo.
Caso a China algum dia venda ou começasse a usar seu enorme estoque de Bitcoin, isso poderia muito bem abalar o mercado global. Especialistas frequentemente se perguntaram se e quando isso poderia acontecer, especialmente quando a economia global está sob pressão, levando a discussões sobre leilões governamentais ou outras grandes ações financeiras.
Curiosamente, mesmo com a proibição oficial ainda em vigor, a mineração de Bitcoin voltou à China. No final de 2025, as operações de mineração subterrânea seriam responsáveis por 14% a 20% da taxa global de hash, graças à eletricidade barata e à demanda contínua dos mineradores.
Relacionado: EUA corre o risco de ficar atrás da China com proibição de juros de stablecoin, diz chefe da Coinbase
Disclaimer: The information presented in this article is for informational and educational purposes only. The article does not constitute financial advice or advice of any kind. Coin Edition is not responsible for any losses incurred as a result of the utilization of content, products, or services mentioned. Readers are advised to exercise caution before taking any action related to the company.