- Administrador do encerramento da Terraform entra com um processo de 4 bilhões de dólares contra a Jump Trading.
- Jump acusado de lucrar enquanto o ecossistema Terra estava se tornando instável.
- O processo cita o cofundador da Jump, William DiSomma, e o ex-chefe de criptomoedas Kanav Kariya.
O administrador de falências nomeado pelo tribunal responsável pelo fechamento da Terraform Labs entrou com um processo contra a empresa de negociação Jump Trading, acusando-a de ter um papel na queda do ecossistema cripto Terra e de buscar US$ 4 bilhões em indenização.
Conforme relatado pelo WSJ, a denúncia alega que a Jump e duas de suas figuras seniores, o cofundador William DiSomma e o ex-chefe de cripto Kanav Kariya, lucraram indevidamente com seu envolvimento com a Terraform enquanto o projeto estava se desmoronando.
O administrador disse que o processo tem como objetivo recuperar fundos para credores que ficaram com grandes prejuízos após o colapso.
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Suposto papel do Jump Trading
De acordo com o documento, a Jump manteve uma ampla atividade comercial dentro do ecossistema Terra e continuou a se beneficiar financeiramente mesmo com sinais de alerta aumentando. O administrador afirma que a empresa realizou condutas que ajudaram a sustentar artificialmente o projeto, permitindo que ele gerasse lucros enquanto o risco era transferido para investidores comuns.
A Terraform Labs, criada por Do Kwon, entrou em colapso em maio de 2022 quando sua stablecoin algorítmica TerraUSD perdeu sua ligação com o dólar americano. O colapso apagou cerca de US$ 40 bilhões em valor e causou um choque nos mercados globais de criptomoedas.
Os promotores disseram posteriormente que o TerraUSD foi comercializado como um produto estável, apesar de ser apoiado por acordos financeiros frágeis que fracassaram quando a confiança do mercado se rompeu.
Consequências legais mais amplas
O processo segue a recente sentença de 15 anos de prisão nos Estados Unidos, após ele admitir acusações de fraude relacionadas ao colapso da Terra. Na sentença, o juiz rejeitou pedidos de pena mais leve e afirmou que a escala do dano era excepcional, estimando que até um milhão de pessoas no mundo todo foram afetadas.
A Jump Trading ainda não comentou publicamente sobre essas alegações. O caso se soma às consequências legais em curso de uma das falhas mais prejudiciais da história das criptomoedas, enquanto os tribunais continuam a examinar como grandes empresas interagiram com o projeto Terra durante sua ascensão e colapso.
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