- O Wall Street Journal afirma que a Binance ajudou grupos ligados ao Irã a evitar sanções dos EUA.
- O processo alega que pelo menos 11 pontos específicos do artigo do WSJ estão errados.
- A Binance diz que não permite conscientemente que usuários sancionados usem a plataforma.
A Binance entrou com uma ação por difamação contra o The Wall Street Journal em 11 de março devido a uma reportagem que alegava que a bolsa ajudou grupos ligados ao Irã a contornar sanções dos EUA.
Tudo isso remonta a um artigo do WSJ de 23 de fevereiro que fez algumas afirmações importantes. Por exemplo, o artigo escrevia como o Departamento de Justiça (DOJ) está investigando se a Binance ajudou atores ligados ao Irã a evadir sanções dos EUA.
Além disso, o artigo do WSJ afirmou que mais de 1 bilhão de dólares em transações estavam ligadas ao Irã, com alguns grupos proxy sob o microscópio, e que a Binance teria encerrado uma investigação interna sobre esses fluxos suspeitos.
A Binance reagiu veemmente, chamando o artigo de falso e difamatório. A bolsa também argumentou que isso prejudicou a reputação da empresa e deu aos leitores uma ideia errada sobre seu trabalho de compliance. O processo alega que pelo menos 11 pontos específicos do artigo do WSJ estão errados, e busca esclarecer como a Binance realmente acompanha atividades duvidosas.
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A Investigação do DOJ
Segundo o WSJ, investigadores americanos estão investigando se as redes iranianas usaram carteiras e intermediários da Binance para movimentar dinheiro através das fronteiras, apesar das sanções.
A história detalhou alguns elementos importantes:
- Mais de 1 bilhão de dólares passaram por uma empresa de Hong Kong via carteiras vinculadas à Binance.
- Algumas dessas transações podem se conectar a grupos apoiados pelo Irã, como os Houthis.
- Funcionários da Binance supostamente sinalizaram cerca de US$ 1,7 bilhão em atividades suspeitas ligadas a redes iranianas.
Ainda não está claro se a investigação do DOJ está realmente mirando a Binance ou apenas investigando como os iranianos poderiam tê-la usado.
A Binance afirma que não permite que usuários sancionados usem a plataforma de propósito e afirma que congelou as contas em questão assim que alguma atividade suspeita foi detectada.
Essa história é particularmente delicada porque a Binance já enfrentou problemas regulatórios no passado. Por exemplo, em 2023, declarou-se culpada de acusações de combate à lavagem de dinheiro e sanções nos EUA e pagou US$ 4,3 bilhões, uma das maiores multas já vistas pela indústria cripto.
Como parte do acordo, a Binance também concordou em ser monitorada por órgãos reguladores dos EUA até 2029.
Além disso, pouco antes da disputa do WSJ explodir, um juiz federal arquivou um caso que acusava a Binance de ajudar a financiar terrorismo ligado a dezenas de ataques, de 2017 a 2024. O tribunal disse que os autores não provaram que a Binance apoiou conscientemente grupos terroristas, mas que poderiam alterar o caso e tentar novamente.
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