Brasil transforma cripto confiscada em ferramenta de financiamento para as forças de segurança

Brasil transforma cripto confiscada em ferramenta de financiamento para as forças de segurança

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Brasil transforma cripto confiscada em ferramenta de financiamento para as forças de segurança
  • O Brasil agora permite que criptomoedas apreendidas financiem equipamentos policiais, treinamentos e operações.
  • A Lei nº 15.358 permite que as autoridades congelem, bloqueiem e apreendam cripto ligadas a atividades criminosas.
  • O uso de ferramentas de privacidade para ocultar crimes agora aumenta o risco de sentenças sob o novo framework.

O Brasil aprovou uma nova lei permitindo que as autoridades usem criptomoedas confiscadas para financiar a segurança pública. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Lei nº 15.358, autorizando o uso de criptomoedas apreendidas para equipamentos policiais, treinamento e operações, mesmo antes da condenação final, com aprovação judicial.

A Lei nº 15.358 define qualquer bem utilizado em um crime como parte desse crime, mesmo que não tenha sido usado exclusivamente para atividades ilegais. Isso amplia o escopo da confiscação. Criptomoedas possuídas, movidas ou ligadas a redes criminosas agora podem ser apreendidas e redirecionadas.

As autoridades também podem congelar, bloquear ou apreender ativos digitais durante as investigações. Os tribunais podem restringir o acesso a exchanges, carteiras e plataformas online.

Uma vez condenados, os indivíduos perdem o acesso tanto ao sistema financeiro tradicional quanto à infraestrutura cripto.

A lei também adiciona penalidades para o uso de aplicativos de mensagens criptografadas ou ferramentas de privacidade para ocultar atividades criminosas. Essa classificação aumenta o risco de sentença para infratores que dependem dessas ferramentas. Ao mesmo tempo, o arcabouço permite a cooperação internacional para rastrear fundos e recuperar ativos além das fronteiras.

Banco de Dados Nacionais e Campanha de Fiscalização

Um banco de dados nacional de crimes será criado sob a lei para rastrear as estruturas financeiras dos grupos do crime organizado que atuam no Brasil. O objetivo é melhorar a coordenação entre as agências e acelerar as investigações.

A medida ocorre após casos de grande escala como a Operação Lusocoin, onde as autoridades rastrearam bilhões de reais passando por empresas de fachada, corretores OTC e carteiras não custodiais.

O Brasil optou por não direcionar criptomoedas apreendidas para uma reserva nacional. Uma proposta separada para construir uma reserva de Bitcoin ainda está em análise.

Os legisladores discutiram a possibilidade de comprar até 1 milhão de Bitcoin, mas o projeto de lei ainda é incerto. Por enquanto, o governo está priorizando a fiscalização em vez da acumulação.

É importante notar que a lei chega enquanto o Brasil adia mudanças nas regras de imposto sobre criptomoedas até depois da eleição presidencial de outubro. Os funcionários buscam evitar mudanças de política que possam desestabilizar os mercados antes da votação.

Com mais de 213 milhões de pessoas e forte uso de criptomoedas, a lei oferece às autoridades uma ferramenta direta para direcionar fluxos financeiros ligados ao crime organizado.

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