- A Coreia do Sul planeja limitar a propriedade das principais exchanges de criptomoedas a 20%.
- Uma vez finalizada a lei, as bolsas teriam 3 anos para cumprir os novos limites de propriedade.
- A FSC concordou em permitir até 34% de participação sob certas exceções.
Autoridades sul-coreanas teriam decidido limitar o valor de ações que os principais acionistas podem deter nas exchanges locais de criptomoedas, limitando a 20%. Se a regra entrar em vigor, grandes players como Upbit e Bithumb podem ser forçados a se reestruturar.
Isso faz parte da tão aguardada Digital Asset Basic Act do país, que é um marco regulatório abrangente. Seus principais objetivos são apertar a supervisão, proteger os investidores e trazer ordem a um dos mercados cripto mais movimentados da Ásia.
Relatos locais dizem que reguladores da Comissão de Serviços Financeiros (FSC) e legisladores da Força-Tarefa de Ativos Digitais do partido governista chegaram a um acordo sobre o teto após conversas recentes.
Uma vez finalizada a lei, as bolsas terão três anos para cumprir os novos limites de propriedade. Plataformas menores podem ganhar três anos extras para fazer a mudança.
Se a regra for aprovada, empresas com grandes participações (como a Bithumb Holdings, que possui mais de 70% da Bithumb, ou a Binance, que detém mais de 65% da Gopax) terão que vender ou reestruturar para ficar abaixo do limite de 20%.
A regulamentação visa reduzir riscos ligados a um controle excessivo em um só lugar e aproximar a governança das exchanges cripto do que se espera nas finanças tradicionais.
Além disso, a FSC concordou em permitir até 34% de participação sob certas exceções. No entanto, essa regra se aplica apenas aos novos empresários e não aos que já estão em vigor.
Reações da Indústria
A reação da indústria tem sido mista. Bolsas locais e grupos comerciais já rejeitaram ideias semelhantes antes, argumentando que forçar proprietários privados a limitar suas participações atrapalha os direitos de propriedade, enfraquece a governança e prejudica o crescimento, especialmente quando as plataformas sul-coreanas já enfrentam concorrência estrangeira.
Por exemplo, em janeiro, o anúncio provocou uma forte resistência da DAXA, o grupo que representa as cinco principais bolsas da Coreia do Sul, incluindo Upbit e Bithumb.
A DAXA alertou que limitar o valor que os proprietários podem manter desaceleraria seriamente o crescimento da indústria cripto da Coreia do Sul. O grupo afirmou que forçar empresas privadas a mudarem sua estrutura de propriedade apenas prejudica um setor que ainda está se consolidando.
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