Ex-funcionário do Banco Central do Brasil lança stablecoin de compartilhamento de rendimento

Ex-funcionário do Banco Central do Brasil lança stablecoin de compartilhamento de rendimento

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Ex-funcionário do Banco Central do Brasil lança stablecoin de compartilhamento de rendimento
  • Tony Volpon lança stablecoin BRD oferecendo exposição às taxas de juros de 15% do Brasil.
  • Token lastreado por títulos do Tesouro Nacional competindo com a capitalização de mercado de US$ 185 milhões da BRZ.
  • O Brasil não mantém nenhuma reserva oficial de criptomoedas até janeiro de 2026 atualmente.

Um ex-diretor de banco central brasileiro introduziu uma stablecoin com rendimento, projetada para fornecer aos investidores internacionais acesso ao ambiente de altas taxas de juros do país. Tony Volpon anunciou o BRD no programa “Cripto na Real” da CNN Brasil e chamou o token de porta de entrada para os retornos da dívida soberana brasileira.

A stablecoin opera por meio do respaldo de títulos do Tesouro Nacional, criando uma ligação direta entre o valor do token e os títulos do governo. O banco central do Brasil mantém uma taxa de juros de referência de 15%, substancialmente superior à faixa alvo do Federal Reserve, entre 3,5% e 3,75%.

A estrutura do token aborda barreiras de acesso ao mercado

Volpon afirmou que a iniciativa visa superar as barreiras tradicionais que impedem investidores estrangeiros de acessar os mercados de renda fixa brasileiros. Restrições regulatórias, atritos na conversão de moeda e limitações na infraestrutura doméstica historicamente restringiram a participação internacional, apesar das taxas atrativas.

“A capacidade de remunerar detentores de stablecoin com as taxas de juros oferecidas pelo Brasil será, obviamente, um grande atrativo, especialmente para investidores institucionais”, explicou Volpon durante a transmissão. O ex-funcionário sugeriu que a stablecoin poderia sustentar a demanda por dívida soberana.

A BRD entra em um mercado atualmente dominado pela BRZ da Transfero, que possui uma capitalização de mercado de US$ 185 milhões. Outros concorrentes incluem a BBRL com capitalização de mercado de US$ 51 milhões, a BRL1 apoiada pelas exchanges brasileiras Mercado Bitcoin e Bitso, e a cREAL, nativa da blockchain Celo.

O novo token se posiciona como a primeira stablecoin real-vinculada explicitamente estruturada para compartilhar o rendimento da dívida do governo com os detentores. A startup brasileira Crown arrecadou US$ 13,5 milhões em uma rodada Série A liderada pela Paradigm em dezembro para um token semelhante com rendimento chamado BRLV. Esse token mostra aproximadamente $19 milhões em real em circulação, segundo seu site dedicado. Endereços de contrato listados indicam apenas dois titulares atualmente.

O Brasil não mantém reservas oficiais de criptomoedas

Atualmente, o Brasil não possui ativos oficiais de criptomoedas do governo ou banco central até janeiro de 2026. O país não anunciou nenhuma aquisição ou reserva direta de ativos digitais por meio do governo federal, Banco Central ou Ministério das Finanças.

O governador do Banco Central, Gabriel Galipolo, e o diretor de regulação, Gilneu Vivan, caracterizaram o interesse do governo em criptomoedas principalmente por meio de marcos regulatórios. As áreas de foco incluem conformidade contra lavagem de dinheiro, proteção ao consumidor e supervisão cambial, em vez da acumulação de ativos soberanos.

O Projeto de Lei 4501/2024 propõe a alocação de até 5% das reservas estrangeiras de 330 bilhões de dólares do Brasil para o Bitcoin. Isso representaria aproximadamente 16,5 a 19 bilhões de dólares em ativos de Bitcoin sob custódia do Banco Central e do Ministério das Finanças.

O projeto de lei foi aprovado na audiência inicial da Câmara em agosto de 2025 e permanece em análise em comissão. Deve passar por quatro comitês antes de chegar a uma votação na Câmara plena. Nenhuma data formal de adoção foi estabelecida.

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