- Franklin Templeton adquire a filiação derivada da CoinFund, 250 Digital, para expandir no mercado cripto.
- A nova unidade “Franklin Crypto” vai focar em investidores institucionais e estratégias de longo prazo.
- A empresa vê a recessão criptomoeda como uma oportunidade para construir infraestrutura e atrair talentos.
O gigante da gestão de ativos Franklin Templeton está expandindo para ativos digitais ao adquirir o spin-off focado em criptomoedas 250 Digital da CoinFund.
Essa medida faz parte do plano da Franklin Templeton para expandir sua presença no mercado de investimentos em criptomoedas, que está em rápida mudança, e mostra como as empresas financeiras tradicionais estão se preparando para um envolvimento de longo prazo em ativos digitais, mesmo em meio à volatilidade do mercado.
Novo braço “Franklin Crypto” tem como alvo instituições
Segundo o Wall Street Journal, após a aquisição, Franklin Templeton planeja lançar uma unidade dedicada chamada “Franklin Crypto”. O novo braço focará na construção de estratégias de investimento adaptadas a atores institucionais, como fundos de pensão e fundos soberanos.
A entidade adquirida, 250 Digital, é liderada pelos ex-executivos da CoinFund, Christopher Perkins e Seth Ginns, ambos trazendo profunda experiência em Wall Street para a iniciativa.
Segundo Sandy Kaul, chefe de inovação da Franklin, o objetivo é criar pontos de acesso mais estruturados e confiáveis para investidores de grande escala que entram no mercado cripto.
Cronometrando a queda do mercado
A expansão de Franklin ocorre em meio a uma longa recessão no setor cripto. O Bitcoin caiu cerca de 45% desde seu pico no final de 2025, acima de $126.000. Ao mesmo tempo, o mercado cripto global perdeu cerca de US$ 2 trilhões em valor.
Apesar disso, a empresa vê a queda como uma oportunidade. Executivos dizem que é um bom momento para atrair talentos e construir infraestrutura de longo prazo enquanto as avaliações estão mais baixas.
Interesse institucional continua crescendo
A aquisição também reflete uma tendência maior em Wall Street, onde o envolvimento institucional no setor cripto está aumentando. Franklin Templeton foi um dos pioneiros, lançando iniciativas de criptomoedas em 2018 e participando de ETFs de Bitcoin listados nos EUA em 2024.
A empresa também fez parceria com a Binance para permitir que seu fundo de mercado monetário tokenizado seja usado como garantia, mostrando vínculos mais estreitos entre finanças tradicionais e criptomoedas.
Em outras palavras, as instituições agora correm o risco de ficarem para trás se ignorarem ativos digitais, em vez de se preocuparem com riscos reputacionais ao se envolver.
Diferente da crise de mercado de 2022, que resultou em grandes colapsos industriais, a recessão atual tem sido relativamente estável, sem falências generalizadas de grandes bolsas ou credores.
Para empresas como Franklin Templeton, essa resiliência reforça o argumento para a continuidade do investimento. Com mais de US$ 1,7 trilhão em ativos sob gestão, a empresa aposta que produtos cripto de nível institucional terão um papel central na próxima fase de crescimento do mercado.
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