- John Daghita foi preso em Saint Martin pelo suposto caso de roubo de criptomoedas de US$ 46 milhões.
- O FBI e a Gendarmaria Nacional Francesa realizaram a operação internacional conjunta.
- O investigador de blockchain ZachXBT rastreou os fundos roubados até as carteiras de apreensão dos U.S. Marshals.
As autoridades prenderam um suspeito acusado de roubar mais de 46 milhões de dólares em criptomoedas de carteiras vinculadas ao Serviço de Marechais dos Estados Unidos. Segundo um depoimento de Kash Patel, John Daghita foi preso na ilha caribenha de Saint Martin em uma operação conjunta envolvendo o FBI e a polícia francesa.
A operação foi realizada com o auxílio da Gendarmaria Nacional Francesa, incluindo sua unidade tática de elite da Guadalupe. Autoridades disseram que a prisão ocorreu após meses de coordenação internacional entre investigadores dos EUA e autoridades francesas.
A investigação começou com rastreamento on-chain
O caso ganhou destaque no início deste ano, quando o investigador de blockchain ZachXBT relatou que milhões de dólares em criptomoedas apreendidas foram transferidos de carteiras associadas ao Serviço de Marshals dos EUA.
Segundo o ZachXBT, os fundos foram rastreados on-chain em janeiro de 2026 e ligados a endereços que se acredita conterem bens confiscados pelas autoridades dos EUA.
Após as conclusões serem reportadas às autoridades, o Serviço de Marshals dos EUA abriu uma investigação formal sobre os movimentos dos fundos apreendidos.
ZachXBT disse depois que o suspeito o provocou repetidamente no Telegram após a investigação ser tornada pública, chegando a enviar pequenas transações, conhecidas como “ataques de pó”, para o endereço da carteira pública do investigador.
Acesso de Contratados levanta Questões
Os promotores alegam que Daghita obteve acesso aos ativos digitais por meio da CMDSS, uma empresa de TI administrada por seu pai que detinha um contrato com o Serviço de Marshals dos EUA.
A empresa teria sido contratada para auxiliar a agência no gerenciamento e descarte de criptomoedas apreendidas durante investigações federais.
As autoridades ainda não explicaram exatamente como Daghita obteve acesso às carteiras usadas para armazenar esses ativos. No entanto, os investigadores acreditam que a violação pode ter envolvido uso indevido de privilégios de acesso internos vinculados ao contrato com o governo.
Extradição esperada
Daghita agora enfrenta acusações federais relacionadas ao suposto roubo, e espera-se que as autoridades dos EUA busquem sua extradição da jurisdição francesa de Saint Martin. O caso também gerou um debate mais amplo sobre como as agências de segurança protegem os ativos digitais apreendidos.
O Serviço de Marshals dos EUA é responsável por manter e gerenciar criptomoedas confiscadas durante investigações criminais, frequentemente armazenando bilhões de dólares em ativos digitais ligados a grandes casos de fiscalização.
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