- Os autores afirmam que Kalshi administrava apostas esportivas sem licença disfarçadas de bolsa regulada.
- O processo afirma que usuários apostaram, sem saber, contra formadores de mercado ligados ao afiliado de Kalshi.
- Kalshi nega qualquer irregularidade, chamando as alegações de motivadas pela concorrência e incorretas.
A Kalshi Inc. enfrenta um novo desafio legal, já que sete usuários de seu aplicativo de previsão de mercado entraram com uma proposta de ação coletiva em Nova York, alegando que a empresa opera mercados de apostas esportivas não licenciados enquanto se apresenta como uma bolsa regulada federalmente. A denúncia, apresentada na quarta-feira, aumenta a crescente atenção em torno dos mercados de eventos esportivos da Kalshi e questiona as divulgações da empresa sobre como a atividade de negociação é estruturada em sua plataforma.
De acordo com o documento, a Kalshi promoveu seus mercados esportivos como “apostas esportivas legais”, mesmo não possuindo licenças de jogo em nenhuma jurisdição dos EUA. A queixa afirma que os clientes fizeram apostas com resultados como resultados de jogos da NFL e totais de desempenho dos jogadores, que os autores caracterizam como equivalentes aos produtos de apostas esportivas convencionais.
A ação ainda alega que a Kalshi Trading, uma entidade afiliada, atuou como formadora de mercado e desempenhou um papel central na definição de precificação que poderia colocar os usuários em desvantagem. Os autores alegam que os participantes frequentemente combinavam com fundos fornecidos por um provedor sofisticado de liquidez em vez de outros usuários individuais, uma estrutura que eles argumentam refletir a aposta contra “a Casa”.
Autores buscam recuperação financeira e destacam tensões regulatórias
Os sete autores nomeados buscam a recuperação do valor apostado, bem como a possibilidade de dano triplo. A denúncia afirma que contratos relacionados a esportes representaram quase 90% da atividade de negociação da Kalshi em setembro, em contraste com o posicionamento mais amplo da empresa como uma bolsa orientada por eventos gerais. Também alega que as atividades da empresa violaram leis de proteção ao consumidor e jogos de azar em mais de 30 estados e Washington, D.C., incluindo Nova York, Califórnia e Flórida.
O caso chega logo após uma decisão de Nevada que deu aos reguladores estaduais autoridade para tomar medidas de fiscalização envolvendo os mercados de eventos esportivos de Kalshi, adicionando mais uma camada ao debate regulatório sobre como tais plataformas devem ser categorizadas.
Kalshi rejeita acusações e cita influência de concorrentes
Kalshi negou as afirmações por meio de uma declaração pública da fundadora Luana Lopes Lara, que afirmou que o processo é um mal-entendido sobre como os mercados de eventos operam. Ela também afirmou que os concorrentes estão ampliando as alegações. Lara reiterou que a plataforma é estruturada como uma bolsa de derivativos regulada federalmente, supervisionada pela Commodity Futures Trading Commission.
Uma disputa semelhante afetou anteriormente a Polymarket, que recuperou a capacidade de operar nos EUA após adquirir uma bolsa de derivativos e uma câmara de compensação.
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