As stablecoins nativas são a próxima fase da adoção global das criptomoedas?

Stablecoins nativos surgem à medida que governos avaliam moedas on-chain

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As stablecoins nativas são a próxima fase da adoção global das criptomoedas?
  • Stablecoins nativos estão mudando o foco da especulação para uma infraestrutura regulada de moeda nacional on-chain.
  • As regras propostas pelo Brasil sinalizam uma supervisão mais rigorosa, proibindo stablecoins algorítmicos e aplicando o respaldo total de reservas.
  • Debates políticos nos EUA enquadram as stablecoins como ferramentas estratégicas de pagamento, apesar da incerteza legislativa contínua.

Stablecoins nativos estão emergindo como um tema central na adoção global das criptomoedas, à medida que líderes do setor e formuladores de políticas focam em colocar moedas nacionais diretamente nas redes blockchain. Comentários recentes do fundador da Binance, Changpeng Zhao, juntamente com movimentos regulatórios no Brasil e debates legislativos em andamento nos EUA, destacam como as stablecoins estão migrando de ferramentas especulativas para infraestrutura financeira regulada.

Changpeng Zhao argumentou que trabalhar com mais países para lançar stablecoins nativas poderia acelerar a adoção, garantindo que cada moeda nacional tenha representação on-chain. Defensores desse ponto de vista apontam para problemas persistentes nas finanças tradicionais, incluindo tempos lentos de liquidação, altas taxas de transação e restrições transfronteiriças.

https://twitter.com/cz_binance/status/2019631594013880772

Ao mesmo tempo, permanecem dúvidas sobre a demanda. Alguns analistas argumentam que stablecoins denominadas em dólares americanos já dominam o uso e a liquidez globais, levantando dúvidas sobre quais incentivos os usuários teriam para adotar stablecoins vinculadas a moedas menores ou menos usadas.

Brasil aperta regras de stablecoin

O Brasil tomou uma medida regulatória decisiva que altera a forma como as stablecoins operam em seu sistema financeiro. Um comitê do Congresso aprovou um relatório sobre o Projeto de Lei 4.308/2024, que proíbe stablecoins algorítmicos como USDe e Frax da Ethena. Legisladores citaram riscos associados a modelos sem respaldo, fazendo referência ao colapso da Terra em 2022.

De acordo com o quadro proposto, todas as stablecoins emitidas no Brasil devem ser totalmente garantidas por ativos de reserva segregados mantidos em contas separadas. O projeto também reforça os requisitos de transparência e cria um crime específico para a emissão de stablecoins sem respaldo adequado, com penalidades de até oito anos de prisão.

Para stablecoins estrangeiras como USDT e USDC, a legislação introduz obrigações adicionais. Apenas empresas autorizadas podem oferecer esses ativos, enquanto as bolsas devem verificar que os emissores atendem aos padrões regulatórios brasileiros. Se não o fizerem, a responsabilidade pela gestão de riscos passa para a plataforma de negociação. A autoridade tributária do Brasil informa que as stablecoins representam cerca de 90% do volume de negociação de criptomoedas do país, ressaltando a importância da política.

Debate nos EUA destaca papel estratégico

Nos Estados Unidos, stablecoins continuam sendo um ponto central do debate legislativo. A senadora Cynthia Lummis incentivou os bancos a adotarem as stablecoins, descrevendo-as como um novo produto financeiro que pode acelerar e reduzir o custo dos pagamentos. Seus comentários ocorrem enquanto as negociações sobre um projeto de lei mais amplo sobre a estrutura do mercado cripto enfrentam atrasos.

Analistas de ativos digitais alertaram que a prolongada incerteza legislativa pode limitar o crescimento do mercado. Outros enfatizaram a importância estratégica das stablecoins, destacando seu papel no apoio ao uso do dólar durante períodos de estresse macroeconômico e geopolítico.

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