- A UE transfere as sanções para o exterior, visando portos estrangeiros e bancos que possibilitam o comércio russo.
- A primeira proibição da UE atinge portos no exterior enquanto os tetos de preço do petróleo dão lugar a proibições completas de serviços.
- Bancos ligados a criptomoedas e exportações de metais surgem como novas frentes na aplicação das sanções da UE.
A União Europeia avançou para ampliar significativamente seu arcabouço de sanções, visando portos no exterior e bancos estrangeiros ligados aos fluxos comerciais russos. As medidas propostas, agora parte do 20º pacote de sanções da UE, refletem uma postura mais dura contra atores de terceiros países acusados de facilitar a economia de guerra da Rússia. A iniciativa sinaliza uma mudança de foco apenas em entidades russas para o atendimento a redes globais que ajudam a movimentar petróleo, metais e ativos digitais, apesar das restrições existentes.
Segundo um relatório, autoridades da UE apresentaram a proposta aos Estados-membros na segunda-feira. Se adotadas por unanimidade, as medidas marcariam um dos esforços de fiscalização mais amplos do bloco desde a invasão da Ucrânia.
Portos na Geórgia e na Indonésia enfrentam novas restrições
Significativamente, a UE planeja sancionar portos fora da Europa pela primeira vez. A proposta nomeia Kulevi, na Geórgia, e Karimun, na Indonésia, como instalações para lidar com remessas de petróleo russo. Consequentemente, empresas e indivíduos da UE enfrentariam uma proibição total de transações envolvendo esses portos.
Essa medida está alinhada com uma mudança mais ampla de política. A UE agora planeja substituir o teto do preço do petróleo do G7 por uma proibição total de serviços marítimos ligados ao petróleo bruto russo. Portanto, o transporte marítimo, o seguro e o suporte logístico ligados aos fluxos de petróleo sancionados enfrentariam uma fiscalização mais rigorosa.
Além disso, o pacote de sanções amplia as proibições de importação em materiais industriais. A lista inclui barras de níquel, produtos de minério de ferro, cobre em múltiplas formas e sucata como alumínio. Além disso, a proposta restringe as importações de sal, amônia, silício, seixos e peles de pele, fechando lacunas nos controles comerciais anteriores.
Serviços de Criptomoedas e Canais Financeiros Direcionados
O pacote também introduz o primeiro uso pela UE de sua ferramenta anti-contorno contra um terceiro país. As medidas bloqueariam as exportações de equipamentos de corte de metais e dispositivos avançados de comunicação para o Quirguistão. Autoridades da UE consideram esses bens sensíveis devido ao seu potencial uso militar ou industrial.
Além disso, a UE planeja sancionar dois bancos quirguizes, Keremet Bank e OJSC Capital Bank of Central Asia. As autoridades relacionam essas instituições a serviços de criptoativos que apoiam transações russas.
Consequentemente, empresas e cidadãos da UE perderiam a capacidade de negociar com eles. A proposta também adiciona bancos no Laos e no Tajiquistão, enquanto remove dois credores chineses após reavaliações.
Listagens Corporativas e Individuais Ampliadas
Além disso, o pacote de sanções amplia o congelamento de ativos e as proibições de viagem. A UE planeja listar 30 indivíduos e 64 empresas vinculados ao setor de energia da Rússia. Incluem Bashneft e oito refinarias russas, notadamente grandes instalações em Tuapse e Syzran.
No entanto, a UE não chegou a listar a Rosneft e a Lukoil, que já enfrentam restrições dos EUA. No geral, a proposta ressalta a intenção da UE de perturbar as linhas vitais econômicas da Rússia através das fronteiras, finanças e logística.
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