- O Ministério das Finanças da Índia aumentou os impostos de importação sobre metais preciosos para cerca de 15%.
- O primeiro-ministro Narendra Modi pediu aos indianos que reduzissem o combustível por diversos meios.
- A Índia importa mais de 85% de seu petróleo bruto, tornando-se o terceiro maior importador de petróleo do mundo.
A Índia parece estar jogando pelo seguro, já que os preços globais da energia permanecem voláteis, com o governo adotando medidas para aliviar a pressão sobre importações e proteger suas reservas cambiais.
Em 12 de maio, o Ministério das Finanças da Índia aumentou os impostos de importação sobre ouro, prata, platina e metais preciosos similares para 10%, acima de cerca de 5%. Quando combinado com o Imposto de Infraestrutura e Desenvolvimento Agrícola (AIDC), o imposto total sobe para cerca de 15%, com efeito a partir de 13 de maio.
Isso é amplamente visto como uma forma de cortar as importações de metais preciosos, que são um grande motor do déficit comercial da Índia.
Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro Narendra Modi pediu aos indianos que reduzam o consumo de combustível enquanto os mercados globais de energia permanecem sob pressão. Ele incentivou as empresas a reintroduzirem o trabalho remoto-trabalho e a transferirem as reuniões para o online para economizar gasolina e diesel.
O Primeiro-Ministro também pediu que as pessoas pulassem viagens internacionais não essenciais e adiassem a compra de ouro por um ano para ajudar a proteger as reservas cambiais do país. As famílias também foram orientadas a usar menos óleo de cozinha como parte de um esforço maior para reduzir importações e aliviar a pressão sobre a economia.
Embora algumas dessas sugestões ainda não tenham sido incluídas na política oficial, elas destacam o fato de que a Índia está exposta a choques externos de produtos como o petróleo. O país importa mais de 85% de seu petróleo bruto, tornando-se o terceiro maior importador de petróleo do mundo, então qualquer alta nos preços globais ou interrupções no transporte marítimo afeta fortemente a Índia.
Os mercados de energia continuam sob pressão
Os mercados de energia estiveram tensos durante a maior parte de 2026, principalmente devido à atual turbulência no Oriente Médio. Além disso, a incerteza em torno da produção da OPEP+ e as interrupções contínuas ao longo das grandes rotas marítimas contribuíram para a instabilidade do mercado de energia.
Os preços do Brent tiveram oscilações drastáticas nos últimos meses, colocando pressão extra sobre países importadores como a Índia.
Dados econômicos recentes também mostram que o déficit comercial da Índia cresceu no início deste ano, em parte devido ao aumento das importações de energia e ouro. Por exemplo, o déficit comercial total da Índia aumentou para 119,3 bilhões no ano fiscal encerrado em março de 2026, em comparação com 94,6 bilhões no ano anterior.
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