Coreia do Norte nega acusações de invasão a criptomoedas

Coreia do Norte refuta alegações de hack de criptomoedas e alerta sobre contramedidas

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Coreia do Norte nega acusações de invasão a criptomoedas
  • A Coreia do Norte rejeitou as acusações de cibercrime dos EUA, chamando-as de motivadas politicamente.
  • Relatórios ligam Pyongyang a mais de 6 bilhões de dólares em roubo de criptomoedas desde 2017.
  • Ataques recentes incluem exploit KelpDAO de mais de $290 milhões e um roubo de Drift Protocol de $289,7 milhões.

A Coreia do Norte rejeitou as acusações dos Estados Unidos de que está por trás do cibercrime global e do roubo de criptomoedas. O país chamou as alegações de “calúnia absurda” e afirmou que elas são projetadas para prejudicar sua imagem.

Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, segundo relatos, afirmou que Washington está promovendo uma narrativa de “ameaça cibernética inexistente”. O ministério acusou os EUA de coordenarem com mídia e instituições para construir uma falsa percepção sobre o papel da Coreia do Norte na atividade global de hacking.

Pyongyang afirmou que questões cibernéticas estão sendo usadas como ferramenta política para interferir em sua soberania e assuntos internos. Alertou que tomará as medidas necessárias para defender seus interesses nacionais.

Alegações e Ações de Fiscalização nos EUA

Autoridades dos EUA têm repetidamente ligado a Coreia do Norte a operações cibernéticas em grande escala. Essas incluem campanhas de hacking, roubo de criptomoedas e redes de trabalhadores de TI no exterior usadas para gerar receita sob sanções.

Em abril, o Departamento de Justiça dos EUA condenou dois americanos por ajudarem norte-coreanos a conseguir empregos remotos em TI em mais de 100 empresas, incluindo empresas da Fortune 500 e uma contratada de defesa. As autoridades disseram que o esquema colocou trabalhadores norte-coreanos dentro de sistemas corporativos e gerou milhões em receita ilícita.

Sanções também têm como alvo indivíduos e entidades ligados a essas operações. Agências dos EUA afirmam que essas redes continuam operando e continuam sendo uma ameaça para empresas e infraestrutura globais.

Segundo a TRM Labs, ataques cibernéticos ligados à Coreia do Norte já roubaram mais de US$ 6 bilhões em criptomoedas desde 2017. Acredita-se que os fundos apoiem programas nucleares e de desenvolvimento de mísseis.

Hacks recentes desencadeiam novas tensões

As tensões aumentaram após relatos que ligaram grupos norte-coreanos a recentes explorações de criptomoedas. O ataque de abril à plataforma DeFi KelpDAO, envolvendo mais de 290 milhões de dólares, está sendo investigado como o maior roubo de criptomoedas do ano.

O ataque teria usado uma exploração sofisticada de infraestrutura para drenar fundos. Suspeitas iniciais apontam para o Grupo Lazarus e seu subgrupo TraderTraitor, ambos amplamente associados à atividade cibernética norte-coreana.

Relatórios separados também ligaram atores norte-coreanos a um roubo de 289,7 milhões de dólares do Drift Protocol no mesmo período. Esses incidentes se somam a um longo histórico de ataques cibernéticos de alto valor ligados ao país.

A Coreia do Norte negou qualquer envolvimento e afirmou que as acusações são invenções motivadas politicamente.

Programa Cibernético e Resposta Global

Washington afirma que a Coreia do Norte construiu um programa de guerra cibernética que atua como uma fonte chave de moeda estrangeira. O programa remonta pelo menos a meados da década de 1990 e foi descrito por empresas de cibersegurança como um dos mais ativos do mundo.

Autoridades e analistas dos EUA dizem que grupos de hackers ligados a Pyongyang continuam a mirar sistemas de software, plataformas financeiras e empresas globais. Analistas do Google recentemente sinalizaram suspeita de envolvimento da Coreia do Norte em ataques a pacotes de software amplamente utilizados.

Apesar disso, a Coreia do Norte mantém que os EUA estão distorcendo os fatos para justificar sua política hostil. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que não tolerará o que chamou de confronto escalado no ciberespaço e tomará “todas as medidas necessárias” em resposta.

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