- A Binance contestou as alegações do WSJ e afirmou que as transações relatadas ocorreram antes da imposição das sanções.
- Relatórios internos supostamente vincularam 850 milhões de dólares em transferências da Binance para contas de Babak Zanjani.
- A Binance afirmou que investigou a atividade cedo e continua trabalhando com reguladores globais.
O CEO da Binance, Richard Teng, contestou um relatório do The Wall Street Journal alegando que entidades ligadas ao Irã continuaram a movimentar fundos pela exchange de criptomoedas apesar do escrutínio das sanções sobre a empresa.
A resposta seguiu alegações de que contas ligadas ao empresário iraniano Babak Zanjani permaneceram ativas na plataforma por meses após investigadores internos terem identificado atividades suspeitas ligadas à evasão de sanções e lavagem de dinheiro.
Em um acordo no X, Teng disse que a reportagem do jornal continha “imprecisões fundamentais” em relação às operações de conformidade da Binance e ao tratamento das entidades sancionadas. Ele afirmou que as transações mencionadas no relatório ocorreram antes que os envolvidos fossem sancionados e acrescentou que a Binance já havia começado a investigar o caso antes do jornal entrar em contato com a empresa.
Teng também afirmou que a Binance não permite transações envolvendo indivíduos sancionados e mantém o que descreveu como um marco de conformidade crescente focado na prevenção de atividades financeiras ilícitas. De acordo com o comunicado, a bolsa continua cooperando com agências de aplicação da lei dos EUA e internacionais em investigações de crimes financeiros.
Relatórios detalham supostas transações ligadas ao Irã
A controvérsia gira em torno de alegações de que Babak Zanjani, um empresário iraniano que se descreveu publicamente como um “operador anti-sanção”, realizou aproximadamente US$ 850 milhões em transações na Binance até dezembro de 2025. De acordo com relatórios internos de conformidade revisados pelo Wall Street Journal, outros US$ 1,7 bilhão vinculados à mesma rede também podem ter passado pela bolsa.
O relatório afirmou que a Binance sinalizou internamente a atividade, mas uma das contas supostamente vinculadas ao Zanjani teria permanecido operacional por até 15 meses e ainda estava aberta em janeiro de 2026. Especialistas citados pela publicação estimaram que quase metade dos fundos identificados pode estar ligada ao financiamento de atividades ligadas às forças armadas iranianas.
O Wall Street Journal também relatou que investigadores da Binance supostamente concluíram que as contas faziam parte de uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao regime iraniano.
A Binance contesta descobertas enquanto a análise se intensifica
A Binance negou que a maioria das transações reportadas tenha ocorrido em sua plataforma. Um porta-voz da empresa disse ao jornal que a bolsa tomava medidas sempre que contas sancionadas eram identificadas, mas se recusou a discutir transações específicas mencionadas no relatório.
As alegações surgem meses depois que a Binance entrou com um processo por difamação contra o Wall Street Journal por reportagens anteriores ligadas a supostas atividades de lavagem de dinheiro ligadas ao Irã.
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